sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Links ABOUT BIOLOGICAL INVASIONS

http://stopstocking.cowyafs.org/?p=390

http://www.abecol.org.br/publicacoes/natureza-e-conservacao/volume-9-numero-1

http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1472-4642.2011.00821.x/abstract


http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1467-2979.2008.00312.x/full

http://www.institutohorus.org.br/index.php?modulo=inf_textos_leitor_peixes


http://www.redeprofauna.pr.gov.br/arquivos/File/Exoticasweb.pdf

Homogenization of freshwater fish faunas after the elimination of a natural barrier by a dam in Neotropics

Publicado em: http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1472-4642.2011.00821.x/abstract



  1. Jean Ricardo Simões Vitule1,2,3,*, 
  2. Felipe Skóra2,3, 
  3. Vinícius Abilhoa2
Article first published online: 24 OCT 2011
DOI: 10.1111/j.1472-4642.2011.00821.x

Abstract

Aim  We quantify biotic homogenization of fish fauna caused by the elimination of a natural barrier between two freshwater ecoregions. We also evaluated fish introductions by different mechanisms such as aquaculture, angling and the aquarium trade in the homogenization of fish assemblages. The relative importance of native extinctions in the homogenization process was assessed by simulating the exclusion of threatened species in the data set.
Location  Paraná River, south-eastern South America.
Methods  A fish species list of the Parana River Basin was organized in a subset of species distributions, according to pre- and post-introductions caused by the elimination of the natural barrier and by other mechanisms. Biotic homogenization was verified by the use of Jaccard’s and Bray–Curtis’s coefficients, Whittaker’s beta diversity index, non-metric multidimensional scaling analysis (NMDS) and nonparametric tests.
Results  For all subsets of species distributions, we observed an increase in the number of non-native species in common related to the introductions. Between 40 and 52% of the species currently present in the Upper Paraná Basin dispersed upstream from the Lower Paraná after the construction of Itaipu Dam, including at least 1 class, 2 orders, 4 families and 16 genera of fish. Jaccard’s coefficient between the Upper and Lower Parana River increased by 6–7.5% only considering the Itaipu Dam influence and 10.5% considering all mechanisms of fish introductions. More than 50% of the increase in similarity was caused by the elimination of the barrier. Our results indicated functional homogenization related to large-bodied Siluriformes (catfish).
Main conclusions  Itaipu Lake flooded a natural barrier and allowed hydrologic connectivity between the Upper and Lower Paraná River, and many fishes of the lower part of the river were able to colonize the upper stretches. The homogenization of the two assemblages between these adjacent aquatic regions was an unpredicted result of hydropower implementation. Introductions by dam can also shift longitudinal and latitudinal body size patterns (i.e. Bergmann's rule).

sexta-feira, 1 de julho de 2011

em:  "Natureza & Conservação" (www.abecol.org.br)



Alterações no Código Florestal Brasileiro Favorecerão Espécies Não-nativas de Peixes de Água Doce


Changes in the Brazilian Forest Law will Promote Non-native Species of Freshwater Fish


André Lincoln Barroso de Magalhães1,*, Lilian Casatti2 & Jean Ricardo Simões Vitule3
1 Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Centro Universitário UNA, Belo Horizonte, MG, Brasil
2 Departamento de Zoologia e Botânica, Universidade Estadual Paulista – UNESP, São José do Rio Preto, SP, Brasil
3 Laboratório de Ecologia e Conservação – LEC, Departamento de Engenharia Ambiental,
Universidade Federal do Paraná – UFPR, Curitiba, PR, Brasil
Recentemente tem-se discutido no Brasil as alterações
potenciais que a nova proposta para o Código Florestal
Brasileiro (Projeto de Lei nº 1876/99) trará para recursos
hídricos, campos rupestres e de altitude e para diversos
grupos de organismos com importância econômica e
ecossistêmica (Silva et al. 2011). Permeando essas discussões,
faz-se necessário debater de forma mais direta as alterações
previstas nesta nova proposta no contexto específico das
invasões biológicas. Procuramos demonstrar, com exemplos
embasados na literatura científica (teorias e dados empíricos),
como as alterações propostas pelo novo substitutivo do
relator da Comissão Especial da Câmara dos Deputados
de maio de 2011 no atual Código Florestal Brasileiro,
favorecerão espécies não-nativas de peixes, amplificando
seus impactos nas diferentes escalas espaciais, temporais
e biológicas (de genoma à ecossistema).
Quatro pontos das alterações vigentes serão discutidos
com maior detalhe por estarem diretamente relacionados
ao favorecimento das espécies não-nativas de peixes.
Define de Interesse Social Qualquer
Produção de Alimentos ou Pecuária
Extensiva para Desmatamento em APPs
(Artigo 3º, Número IV, g)
Em decorrência desse artigo, o déficit de cobertura
florestal nas Áreas de Proteção Permanentes (APPs) será
significativamente ampliado. Nos corpos d’água, isso
acarretaria assoreamento do canal, redução do volume
e fluxo de água. Essas condições favorecerão as espécies
não-nativas generalistas e oportunistas, especialmente
peixes com habilidades para consumir detritos orgânicos,
o item alimentar dominante em tais condições (Rocha et al.
2009). Exemplos desses fenômenos são a dominância de
Poecilia reticulata em 47 riachos no estado de São Paulo, em
função de modificações antrópicas que geraram algumas
das condições acima listadas (Casatti et al. 2009).
Autoriza a Ocupação de Pessoas nas
APPs Urbanas (Artigo 3º, Número XVII, h)
Autorizações de ocupação humana nas APPs, especialmente
as urbanas, certamente resultarão em proporcional tendência
de aumento de introduções deliberadas de peixes não-nativos.
Nossa previsão se baseia no fato de que a presença de peixes
não-nativos em corpos d’água está diretamente relacionada
à ocupação humana (Leprieur et al. 2008). Exemplos disso
são as introduções de Xiphophorus variatus, P. sphenops e
Trichogaster trichopterus no córrego da Serra, Belo Horizonte,
Minas Gerais (Chaves & Magalhães 2010).
Possibilidade de Intervenção ou
Supressão de Vegetação em APPs
em Situações de Utilidade Pública, de
Interesse Social ou de Baixo Impacto
Ambiental (Artigo 8º) e de Possibilidade
de Manutenção de Atividades Florestais,
Culturas de Espécies Lenhosas e
Pastoreio Extensivo em Topos de
Morros, Montes, Montanhas, Serras e
Regiões com Altitudes Superiores a
1.800 m (Artigo 10º)
Essas possibilidades incentivarão a implementação de
empreendimentos como hotéis-fazenda e/ou turismo....


mais em:  "Natureza & Conservação" (www.abecol.org.br)














quarta-feira, 2 de março de 2011

PERFIL GERAL Jean Ricardo Simões Vitul


Prof. Jean Vitule
Jean  Ricardo  Simões Vitule UFPR. 

Possui graduação em Ciências biologicas pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (2000), mestrado (2004) e doutorado (2008) em Zoologia pela Universidade Federal do Paraná. Atuando na área de Zoologia, Ecologia, Conservação e Manejo de Espécies Animais, com ênfase nos seguintes temas: biodiversidade, ictiofauna, espécies introduzidas, controle de espécies invasoras, homogenização biótica, floresta atlântica, rio Iguaçu e Clarias gariepinus, Ictalurus puctatus.

lattes.cnpq.br/4192365084441476

 

VITULE, J. R. S. - lattes.cnpq.br  

PROFESSOR
Depto de Engenharia ambiental
((41) 3361-3012
Linhas de Pesquisa:  Zoologia, Ecologia, Conservação e Manejo de Espécies Animais, com ênfase nos seguintes temas: ictiofauna, espécies introduzidas, controle e ecologia de espécies invasoras, floresta atlântica, rio Iguaçu.

Orientador no:
PPG - ECO - UFPR

http://www.ecologia.ufpr.br/artigo.php?idcategoria1=43&idsubcategoria1=&idartigo1=16


ZOOLOGIA - UFPR

Universidade Federal do Paraná

Introdução de peixes em ecossistemas continentais brasileiros

A introdução de espécies é uma grande ameaça para a conservação da diversidade biológica, e a principal precursora da homogeneização global. Em se tratando de percepção, controle ou erradicação, espécies aquáticas encontram-se entre as mais problemáticas. Neste sentido, os peixes tornam-se graves ameaças, pois são organismos muito disseminados, móveis e de difícil percepção por parte da sociedade. Nas fases iniciais da introdução, peixes não-nativos podem ser considerados ameaças “invisíveis”, pois são menos expostos que a maioria dos organismos introduzidos, principalmente os terrestres. Assim, se torna comum que introduções deste grupo sejam percebidas apenas quando já se encontram em estágios avançados e os danos são irreversíveis. Também é imprescindível se compreender que uma espécie de peixe pode ser considerada não-nativa, numa mesma bacia ou sub-bacia hidrográfica. Isto torna a percepção ou detecção de peixes introduzidos ainda mais complexa no Brasil, devido a suas dimensões continentais e riqueza de ambientes. Aspectos culturais e tempo de introdução contribuem para a “invisibilidade” do problema. Mesmo peixes advindos de outros continentes, como as carpas e tilápias, já se encontram incorporados há tanto tempo no país, que são considerados “nativos” por algumas comunidades ribeirinhas e/ou ignorados pela população. No campo científico o tema das introduções ainda é sub-explorado no Brasil, mas as informações sobre problemas estão crescendo. Nem todas as introduções causam problemas, mas muitas causam. Além dos problemas ecológicos de curto prazo, introduções podem estar causando mudanças que só serão percebidas em longo prazo.  Em vista da magnitude do problema é feita uma revisão sobre o tema com comentários e sugestões de ações prioritárias e urgentes.

Palavras-chave: introdução de espécies, ameaças, espécies não nativas, invasões biológicas, biodiversidade, ecossistemas aquáticos.

The introduction of species is a major threat to the conservation of biodiversity, being the main precursor of a prominent global biotic homogenization. In the case of perception, control or eradication, aquatic species are among the most problematic. In this sense, fish introductions become serious threats because these organisms are very widespread, mobile and of difficult perception and/or detection by the society. In the early stages of introduction, they may be considered "invisible" (e.g. less exposed than the majority of the introduced organisms, especially terrestrial organisms). Thus, it is common fact that introductions of this group of organisms are perceived only when they are already in advanced stages of the invasion process and the damage is irreversible. A species of fish can be considered non-native, even at the level of basins or sub-basins. This makes the perception or detection of introduced fish even more complex in Brazildue to its continental dimensions and rich continental aquatic environments. Often, the cultural aspects and time of release contribute to the "invisibility" of the problem. Even fish coming from other continents, such as carp, tilapia and trout are incorporated in the country for so long that they are considered "native". Even in the scientific field the theme is under-explored in Brazil, but information about problems that may arise from biological invasions is building up. Indeed, not all introductions have catastrophic consequences, but many do. However, we can understand older impacts and detect new ones in the near future if we want to do so.  In view of the exposed, and given the magnitude of the problem, and disproportion in the search for answers, a review of the theme with suggestions for actions is presented.






Retirado do periódico:


Neotropical Biology and Conservation
4(2):111-122, may-august 2009
© by Unisinos - doi: 10.4013/nbc.2009.42.07